quarta-feira, dezembro 26

Ah, os quatro anos...

O vocabulário é vasto e a inibição, nenhuma. Melhor, compreendendo o mundo ao seu jeito, ele solta diariamente pérolas incríveis que, se não registrar, com o tempo esquecerei. Então, para que as nossas histórias não se percam por aí...

Eu me arrumando para um jantar de trabalho. Ele cheio de sono, me aguarda para ler uma história. Explico que naquela noite a tarefa foi repassada ao papai. Com olhar desapontado, ele reage desconfiado:
- Mas será que ele vai saber?
Papai então pega o livro e ele, ainda desconfiado, ouve a história. Antes do leitinho chegar à metade, o livro termina e ele protesta.
- Pai, a história só pode terminar quando eu termino o leitinho, entendeu?

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- Mãe, o papai disse que ia ficar comigo, mas ele não prometeu... (queixa feita depois de acordar no meio da noite e descobrir que papai e mamãe tinham saído e ele tinha ficado com a vovó)
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- Mãe, isso é que é vida... (deitado na rede, com os braços apoiando a cabeça, descobrindo os maravilhosos prazeres da vida)