Poesia
Tomé entra no quarto e com a leveza que lhe é peculiar dispara: "Mãe, olha a poesia que eu fiz - Do que eu pensava antes, eu não penso agora".
E é assim, criando poesias, escrevendo longas histórias em letras cursivas ou criando jornais, que ele tem passado as últimas semanas.
Eu nem sei bem quando isso aconteceu, mas me emociono quando vejo que meu pequeno escritor, assim como eu, encontrou nas palavras um jeito de conversar com o mundo.
Junto com as palavras vieram os desenhos e aqui sim eu sei a quem agradecer: ao Diário de uma Banana, leitura nem um pouco sofisticada mas que despertou no Tomé o desejo de desenhar. E abriu o olhar dele para os desenhos do mundo, do Chico Caruso na capa do jornal (Cara, esse Chico desenha muito - repete ele, toda manhã) aos grafites que enfeitam as ruas (Mãe, hoje eu vi um grafite muito irado daquele cantor que você gosta, o Rei).
E é assim, de olhos bem abertos e com a cabeça cheia de ideias que meu pequeno escritor vai redigindo a linda história da sua vida. E eu, cada vez mais apaixonada, assisto a tudo feliz, feliz.


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