Por amor e pela paz, eu voto sim
Não sei se vocês já pararam para pensar no referendo de 23 de outubro, mas eu já. E meu voto está definido: eu voto sim. E meus motivos não têm como base estatísticas, estudos e nem a campanha que está no ar. Eu voto sim, porque para a minha vida não faz a menor diferença ter o direito de comprar uma arma. Eu abro mão desse direito porque em hipótese alguma pretendo comprar uma arma nem se um dia for vítima de violência. Ou seja, a proibição não mudará nada pra mim.
Já a continuação do direito de comprar uma arma, esse sim, me afeta. Porque o meu vizinho pode querer ter uma arma em casa e isso pode acabar num acidente doméstico. Porque um playboy idiota pode ficar p. da vida em um show porque a namorada foi chamada de gostosa e resolver descarregar a fúria dele com a arma que comprou na esquina.
Eu voto SIM porque acredito que arma é uma daquelas invenções que não ajudaram a melhorar o mundo.
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Vocês já viram a campanha do referendo? Eu estou acompanhando desde o primeiro dia e acho que o material que está no ar é um bom exemplo de como deve ser feita uma campanha política de rádio e TV. Os dois lados estão apresentando à população seus argumentos, de forma clara e democrática. Os políticos brasileiros bem que podiam seguir o exemplo.
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O Marcelo Yuka fala sobre o referendo hoje em uma mini entrevista na Folha de S.Paulo. Ele explica por que vai votar sim no dia 23 de outubro e eu tomei a liberdade de reproduzir aqui algumas frases dele:
"A gente vive em um país que está na vanguarda da violência e a gente precisa de ações na vanguarda da contraviolência."
"Embora eu tenha este estereótipo (de pacifista), eu poderia matar, se tivesse uma arma. Várias vezes eu fui humilhado ou sofri preconceito e faria um ato impensado que não iria ser a cura para os problemas que eu enfrento."
"O estatuto (do desarmamento) e a proibição não são um milagre pelo fim da violência. São um passo na direção certa (...) O Brasil está se armando como uma tentativa de acabar com a violência e, cada vez que se arma mais, produz violência."
"O desarmamento propõe um outro ponto de vista, mas não é a solução. É um primeiro passo."
(Em novembro de 2001, Yuka levou seis tiros em um assalto, ficou paraplégico e até hoje tem uma bala alojada em seu corpo)


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